Ex-capitão do BOPE ensina gestores como construir uma tropa de elite

Missão dada é missão cumprida – seja na polícia ou no ambiente corporativo.

O premiado filme Tropa de Elite, lançado em 2007, mistura ficção e realidade em um enredo cheio de ação, violência. E as experiências reais retratadas no longa metragem foram vividas por Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), figura que serviu de inspiração para a criação do personagem Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura.

Do BOPE para o Ambiente Corporativo

Depois de todo o sucesso do filme, a carreira de Rodrigo Pimentel, agora aposentado, passou por uma reviravolta. Longe dos batalhões, o ex-capitão do BOPE foi comentarista de segurança pública da Globo e prestou serviços como especialista em segurança. No entanto, atualmente, engatou em um propósito um pouco diferente: transformar colaboradores de empresas em verdadeiras tropas de elite de alta performance.

Se tem uma coisa que Rodrigo Pimentel aprendeu em seus anos de atuação na polícia, inclusive após atuar como capitão do BOPE, é como gerenciar equipes e resolver conflitos. Por isso, atualmente a sua missão como Palestrante Motivacional é: ensinar gestores e profissionais de recursos humanos a construir sua própria tropa de elite, pronta para superar desafios.


Transformando a sua equipe em um Tropa de Elite

A Palestra Motivacional Construindo uma Tropa de Elite destaca as semelhanças entre o trabalho do BOPE e as atividades do mundo corporativo, usando exemplos reais de situações vividas pelo batalhão durante as missões. E assim como na polícia, dentro da empresa o lema tem que ser “missão dada é missão cumprida”.

Rodrigo faz uma relação entre a realidade do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro), e das empresas e atividades empresariais.

Rodrigo também destaca a importância de liderar pelo exemplo, assim como os líderes comandam no BOPE.

Nada de “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço” aqui a regra é “a ordem convence, o exemplo arrasta”.

Ainda no conteúdo da palestra, o ex-capitão enfatiza três pilares fundamentais da boa gestão: compromisso, organização e planejamento. Não basta ser comprometido e não ser organizado e planejado.

Veja abaixo algumas perguntas e respostas de Rodrigo Pimentel sobre a sua Palestra:

1. No que o BOPE se assemelha as empresas?

O Bope é uma empresa, tem visão, missão e valores. Como qualquer outra companhia, temos um produto/serviço a entregar. Nosso cliente é a sociedade, os cariocas, e a própria polícia militar, uma vez que somos chamados para apoiar, resgatar equipes cercadas em áreas de risco. Temos que motivar o ser humano, avaliar nosso resultado, temos que ser referência na execução dos serviços prestados.

2. Com os seus anos de experiência no BOPE, como você acredita que deve ser a postura de um líder em uma empresa?

O verdadeiro líder deve estar sempre à frente das missões mais difíceis, coordenando, gerenciando e motivando. Ele deve ter coragem, caráter, integridade, abnegação e respeito aos demais colaboradores, além de ser leal a sua equipe.

3. Como as pessoas podem se inspirar no BOPE para superar os desafios de um ambiente de trabalho competitivo?

Desafio é a resposta. O BOPE é um batalhão de desafios, normalmente é acionado quando existe um esgotamento da polícia convencional, ou seja, em situações críticas e extremas. O Bope sai do quartel para resolver um problema que até aquele momento ninguém conseguiu resolver, ou seja, é um batalhão de pessoas apaixonadas pelo desafio. Não existem dias fáceis para os homens de preto, os chamados Caveiras, e ainda assim recebemos, todos os anos, centenas de voluntários que buscam os desafios dos dias difíceis.

4. Existe uma técnica para superar a crise e construir uma “Tropa de Elite”?

Existem princípios universais dos times de elite, que não são apenas militares, são inclusive comercias. No Bope seguimos os princípios das operações especiais:

  • Na execução da missão devem agir com Surpresa, Rapidez e Determinação;
  • Na preparação da missão devem agir com repetição, muito treinamento, que é tão árduo que são chamados de repetição, treinamento duro para combate fácil, e devem estar obcecados com a segurança, qual o risco de dar certo ou de dar errado?
  • E no planejamento sempre agir com simplicidade.

5. Como tornar-se um profissional de “operações especiais” do mundo corporativo?

A transição de convencional para operações especiais, na polícia do Rio de Janeiro, se dá através de um processo seletivo rigorosíssimo, onde são identificados os candidatos mais persistentes e mais comprometidos com as missões, que saibam trabalhar em unidade e que entendam a ideia, o sentido de pertencerem a um time de elite. Outro componente importantíssimo é a paixão pela missão. O candidato “Caveira” ao término de cada uma, percebe que é possível ir sempre além. Esse é o perfil!

6. A frase “missão dada, é missão cumprida” aparece com frequência nos filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II. Como ela pode ser projetada no ambiente corporativo? Quais estratégias um colaborador pode usar para manter o foco e alcançar as metas?

Paixão, planejamento e perseverança. Ter orgulho de pertencer ao time, planejar cada passo adiante, conhecendo o terreno, o inimigo, e o mais importante perseverar, insistir no resultado.

7. Quanto o trabalho em equipe é importante para promover o crescimento de uma empresa?

No BOPE aprendemos desde o primeiro dia que um toma conta do outro. A equipe só avança no terreno se estiver protegida pelos integrantes da retaguarda. O time é tudo, não existe espaço para o individualismo. Quando o BOPE prende um traficante, quem prendeu não foi o soldado, o capitão ou o tenente, e sim a equipe. O sucesso é todo creditado ao time, mantendo sempre a unidade.

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